Morreu, no último sábado (11), vítima de infecção generalizada, José Raimundo Cunha Lopes, comunicador de rádio e de televisão, que desde o início deste ano sofria com as consequências do diabetes.
Cunha Lopes desenvolveu suas atividades nas rádios Santana FM (92,3) e Onda Livre FM (105,9). Também trabalhou como apresentador na extinta TV Santana, canal 42, a primeira emissora de TV do município.
Antes de ingressar no jornalismo, Cunha Lopes foi gerente de exportação na antiga mineradora ICOMI. Onde, por falar o inglês fluentemente, trabalhou por diversas vezes como tradutor da língua inglesa na chegada de estrangeiros no estado do Amapá,
Humanista, em seus programas de rádio e televisão, sempre fazia um quadro chamado de "Solidariedade", onde clamava pelos mais necessitados.
Sempre demonstrou preferência em trabalhar na emissora comunitária “Onda Livre”. Onde, em certa ocasião, falou no ar: “... O meu sonho é estar de frente aos microfones, falando com esse povo maravilhoso todos os dias. É um sonho que eu alimento e que não há um só dia que eu não sinta falta de estar aí nessa emissora, outra eu não quero, só quero se for nessa, que é a minha 105 querida, que eu estou aí desde o primeiro dia dessa emissora no ar, pela qual eu tenho um amor incrível, a sua 105, a nossa 105, a 105 do povo da minha gata morena".
Cunha Lopes marcou época como âncora do programa “Cunha Lopes em Notícia”, veiculado na rádio comunitária Onda Livre FM, que é sediada na cidade de Santana, distante 17 km de Macapá, capital do estado.
Consciente da gravidade da infecção do novo coronavírus, Cunha afastou-se do rádio em 2020 e aguardava a pandemia amenizar para voltar às atividades radiofônicas.
Este ano ficou enfermo, vítima do diabetes, chegando a amputar uma perna, mas a infecção generalizou pelo corpo. Veio a óbito neste final de semana.
O corpo foi velado na Câmara Municipal de Santana durante toda a manhã de domingo (12), e seguiu logo após para o crematório. Suas cinzas ficarão no cemitério de Santa Ana.
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