REDE Sustentabilidade atende pedido de Lula e retira candidatura de Lucas Abrahão

Com a retirada do pré-candidato da REDE fica mais fácil a articulação do palanque unificado para Lula

25/06/2022 20h00 - Atualizada em 25/06/2022 20h28
Por Redação (Editorias)

Chega ao final mais uma novela complicada sobre montagem das chapas majoritárias para a disputa ao governo do Amapá, onde vários protagonistas viveram seus dias de glória e de choro.

Para a eleição deste ano, o PSB apresentou e retirou a professora Piedade Videira. A pré-candidata pessebista é uma novidade na política tucuju. Com uma carreira acadêmica consolidada na UNIFAP, a doutora Piedade transita bem por setores identitários e culturais.

O nome de Lucas Abrahão foi a aposta da REDE. No currículo de Abrahão, a juventude e a vinculação com setores evangélicos são seus pontos fortes. Ele foi o plano "B" da REDE após a desistência do senador Randolfe Rodrigues (REDE-AP) da disputa ao governo.

A busca por um palanque unificado para o ex-presidente Lula é a principal justificativa para a saída de Piedade e Abrahão da cena eleitoral majoritária. Ambos devem disputar mandatos proporcionais.

Com baixos índices de intenção de votos, segundo pesquisas eleitorais internas, os neófitos pretendentes ao Palácio do Setentrião sucumbiram ao potencial eleitoral do ex-prefeito de Macapá, Clécio Luís (SD-AP), que será o candidato de Lula no Amapá.

Primeiro desistiu a pré-candidata pessebista, e, nesta sexta (25), a REDE Sustentabilidade soltou nota  retirando a pré-candidatura de Abrahão.

Liderança

Clécio saiu da prefeitura de Macapá bem avaliado pela população. E esse recall positivo na capital, que tem o maior eleitorado do estado, aliado a uma estratégia de comunicação baseada na sua presença física em todos os municípios do estado, inclusive chegando a morar em alguns deles, parece ter ampliado e consolidado a sua liderança para o pleito de outubro.

A depender dos ajustes finos no processo de unificação das esquerdas e progressistas, Clécio Luís terá a possibilidade de vencer as eleições ainda no primeiro turno. Pelo menos, essa é a opinião de alguns analistas políticos e marqueteiros que têm as mãos calejadas de tanto fazer campanhas eleitorais no Amapá.

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AP Notícias